Uma denúncia registrada na ouvidoria do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), onde um recém-nascido sofreu queimaduras pelo corpo, logo após o parto, ao ser colocado em uma incubadora que estava com a temperatura elevada, virou caso de polícia.
O pedido de investigação foi protocolado pela advogada de defesa da família, Rosa Medeiros, na delegacia da Polícia Federal de Dourados na manhã desta quinta-feira (30). Segundo ela, o casal deu entrada no hospital com a mãe dando à luz a gêmeos.
Rosa explicou ao Midiamax que o primeiro bebê nasceu de parto normal e como o segundo não estava na posição correta, foi realizada uma cesariana, enquanto o primeiro bebê era levado para a incubadora, procedimento comum em caso de gêmeos.
Na explicação dada por um dos médicos ao pai do bebê, ele teria sofrido uma “pequena queimadura” na incubadora que estava muito quente, mas que era algo simples. Entretanto, os familiares perceberam que a situação era bem mais grave, segundo a advogada.
Ainda durante conversa com a reportagem, Rosa Medeiros disse que o caso tem sido tratado com negligência pela unidade hospital e que a criança teve que ser encaminhada para tratamento em Campo Grande. “Temos laudos que comprovam a gravidade da situação que não pode ficar impune”, relatou a advogada.
“Paciente: A. V. O. F., de 11 dias, deu entrada dia 25/3, às 13h28. Paciente vítima de queimadura de 2 e 3 graus por líquido quente em cotovelo, abdômen, coxa, flanco e quadril. Segue em observação clínica no CTI pelo Serviço de Pediatria, ativo e estável no momento”, aponta um boletim da Santa Casa de Campo Grande.
Fonte: Midiamax


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