Feminicídio deixa mais de 140 crianças órfãs em MS e expõe impacto silencioso nas famílias

Foto: Helene Santos/Sistema Verdes Mares
Mais de 140 crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul perderam suas mães vítimas de feminicídio nos últimos dois anos, conforme dados do Ministério Público Estadual. Além da dor da perda, muitas dessas crianças enfrentam o desafio de reconstruir a vida sem a principal referência familiar.
Após os crimes, o Conselho Tutelar atua na busca por familiares que possam assumir a guarda. Na maioria dos casos, avós ou tias se tornam responsáveis pelos menores. Os filhos das vítimas também têm direito a benefícios previstos em lei, como a pensão especial do Governo Federal, equivalente a um salário mínimo mensal até completarem 18 anos.
A realidade é marcada por histórias de dor e superação. É o caso de cinco irmãos, entre 1 e 16 anos, que ficaram órfãos após o assassinato da mãe. A avó assumiu a criação das crianças e relata as dificuldades emocionais e práticas do dia a dia, além do impacto causado pela violência.
Para as famílias, o processo de recomeço exige força e adaptação. A rotina precisa ser reorganizada enquanto o luto ainda está presente, especialmente para as crianças, que muitas vezes passam a chamar a avó de mãe em busca de acolhimento.
Especialistas alertam que os efeitos do feminicídio vão além da perda imediata. Muitas crianças desenvolvem transtornos como estresse pós-traumático, depressão e ansiedade, o que reforça a necessidade de acompanhamento psicológico contínuo.
No estado, o Tribunal de Justiça oferece suporte por meio do Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, que realiza acolhimento, orientação e encaminhamento para serviços essenciais, como atendimento psicológico, escolarização e regularização de guarda.
De acordo com profissionais da área, o atendimento precisa ser cuidadoso para evitar a revitimização, garantindo que essas crianças não sejam expostas novamente a situações de violência ou sofrimento.
O cenário evidencia que o feminicídio não atinge apenas as vítimas diretas, mas deixa marcas profundas em famílias inteiras, especialmente em crianças que precisam lidar com a ausência, o trauma e a necessidade de recomeçar.
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