No veículo estava o condutor, um homem de 52 anos, e seus quatro filhos, que haviam acabado de sair da escola. Ninguém ficou ferido.
O homem estava em estado de choque, e ainda não havia conseguido falar com a polícia no momento em que a equipe de reportagem chegou ao local.
Via perigosa
Em entrevista ao Correio do Estado, Passini Brites Catharinelli, um dos conselheiros do bairro, informou que acidentes são comuns na avenida, e que há anos os moradores tentam falar com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para pedir por melhores sinalizações e mecanismos para reduzir a velocidade que os condutores transitam na via.
“Na semana passada fui lá, e falei pra eles que só iam fazer algo quando alguém morresse ali”, comentou. “Eles falam que vão fazer estudo, tudo é estudo, e esse estudo nunca sai”
Os moradores pedem que a Agetran coloque pelo menos um quebra-molas na avenida, já que os veículos transitam por lá em altíssima velocidade.
Nossa equipe notou a presença de um quebra-molas em frente ao condomínio José Pedrossian, que não está sinalizado. Nós não o vimos e “passamos direto” por ele.
O outro quebra-molas na via está a cerca de 1 km para frente, em outro condomínio. Segundo Brites, os moradores dos condomínios precisaram de muito esforço para que a Agetran adotasse medidas para reduzir os perigos no local.
“Fizeram recapeamento recentemente nesta avenida, mas não mexeram na sinalização. No local em frente ao Poliesportivo Dom Bosco, que tem buracos feios, pessoas que moram ali em frente falaram que toda semana tem acidente, seja de colisão, seja motoqueiro sozinho”, afirmou.
Além disso, muitos motoristas acabam furando os pneus, já que as operações de tapa-buracos foram “mal feitas”.
“Recapearam, mas choveu e a água entrou por baixo e ficou esse negócio desnivelado”, revelou um morador que não quis ser identificado.
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