DNV-GL.

Na mesma época um funcionário da empresa, David Lochridge, levantou suspeitas sobre a espessura do casco. Ele apontou riscos no projeto e foi demitido.
Apesar de todos os avisos, o submersível foi colocado ao mar. O piloto poderia operar o veículo por um controle de videogame adaptado, parecido com o de um PlayStation. Outros detalhes também chocaram o mundo.
Não havia nenhum tipo de fio ou cabo ligando o submersível ao navio que os levou até a região, seja para içá-los, seja para localizá-los caso perdessem contato. Caso precisassem, contariam com um único botão para emergir. Além disso, não havia forma de sair, por eles mesmos, do submersível: a entrada era vedada e só podia ser desparafusada por fora.
O repórter da CNN Gabe Cohen, que já havia feito uma reportagem sobre o veículo, relembrou que ficou “impressionado com o quão simples” a tecnologia de bordo aparentava ser.
“É uma embarcação minúscula, bastante apertada e pequena. Você tem que ficar sentado dentro dela, sem sapatos. Ele é operado por um controle de jogo, que se parece essencialmente com um controle de PlayStation”, contou Cohen à CNN na terça-feira (20).
A simplicidade, que flerta com a negligência, pode ter provocado a morte dos cinco ocupantes do Titan. Talvez os problemas tenham sido outros. Também não se sabe se eles afundaram ou se conseguiram emergir. O fato é que a aventura sem os devidos cuidados com a segurança cobrou seu preço. E em entre tantas histórias dentro dessa história está a ironia de que o fim desses aventureiros guarda muitas semelhanças com destino do navio que foram visitar.
Fonte: Mídiamax


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