Período seco reduz a geração das hidrelétricas e mantém cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos
A conta de energia elétrica continuará com cobrança adicional em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) a manutenção da bandeira tarifária amarela para todos os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com a decisão, será acrescentado o valor de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Setembro será o quinto mês consecutivo com a aplicação da bandeira amarela, indicando que as condições para a geração de eletricidade permanecem menos favoráveis no país.
Segundo a Aneel, a continuidade da cobrança está relacionada ao período seco, marcado pela redução das chuvas e pela menor entrada de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Como as hidrelétricas passam a produzir menos energia, o sistema precisa recorrer a outras fontes, especialmente às usinas termelétricas. Embora ajudem a garantir o abastecimento, essas unidades apresentam custos de operação mais elevados, uma vez que utilizam combustíveis como gás natural, óleo ou carvão para produzir eletricidade.
“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, explicou a agência.
Quanto será cobrado?
O adicional é proporcional ao consumo registrado no imóvel. Uma residência que utilizar 200 kWh durante o mês terá cobrança extra de R$ 3,77 pela bandeira amarela. Se o consumo chegar a 300 kWh, o acréscimo será de aproximadamente R$ 5,66.
Confira alguns exemplos:
| Consumo mensal | Adicional da bandeira amarela |
|---|---|
| 100 kWh | R$ 1,885 |
| 200 kWh | R$ 3,77 |
| 300 kWh | R$ 5,66 |
| 400 kWh | R$ 7,54 |
| 500 kWh | R$ 9,43 |
Os valores representam apenas o adicional da bandeira tarifária. O total da fatura também depende da tarifa da distribuidora, dos tributos, do consumo registrado e de outros componentes cobrados na conta.
Como funcionam as bandeiras tarifárias?
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições e os custos da geração de energia elétrica no Brasil.
A bandeira verde indica condições favoráveis e não gera cobrança adicional. A amarela aponta um cenário menos favorável. Já as bandeiras vermelhas, divididas nos patamares 1 e 2, representam custos progressivamente maiores.
Os valores atualmente informados pela Aneel são:
- Bandeira verde: sem acréscimo;
- Bandeira amarela: R$ 1,885 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: R$ 4,463 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha – Patamar 2: R$ 7,877 a cada 100 kWh.
A cobrança alcança os consumidores cativos das distribuidoras conectados ao SIN. A exceção são as unidades localizadas em sistemas isolados.
Aneel recomenda economia
Diante da manutenção da bandeira amarela, a Aneel reforçou a importância do consumo consciente. Medidas como reduzir o tempo de banho, evitar o uso simultâneo de equipamentos de alta potência, retirar aparelhos sem uso da tomada e manter o ar-condicionado em temperatura moderada podem ajudar a diminuir a fatura.
“Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, orientou a agência.
A cor da bandeira tarifária é definida mensalmente, conforme as projeções sobre os custos de geração de energia. Por isso, a sinalização de outubro ainda dependerá das condições dos reservatórios, do volume de chuvas e da necessidade de acionamento das termelétricas.
Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica — Aneel e Sistema de Bandeiras Tarifárias.



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