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Coreia do Sul separa pessoas rápidas e lentas nas ruas e medida viraliza

por | jun 3, 2026 | Geral

Já imaginou levar “buzinada humana” por andar devagar na calçada? Na Coreia do Sul, isso pode estar mais perto da realidade. O país começou a testar faixas separadas para pedestres rápidos e lentos em áreas de grande circulação, em uma tentativa curiosa — e bastante moderna — de reduzir o estresse urbano e melhorar a convivência entre as pessoas.

A medida vem sendo aplicada em regiões movimentadas de Seul, especialmente próximas a estações de metrô, centros empresariais e áreas comerciais, onde milhares de pessoas atravessam ruas e calçadas em ritmo acelerado todos os dias.

A lógica é simples: separar quem está “na correria” de quem prefere caminhar tranquilamente, mexer no celular, conversar ou simplesmente apreciar o caminho. As divisões são sinalizadas no chão, criando algo parecido com uma “rodovia humana”.

A iniciativa rapidamente viralizou nas redes sociais e abriu espaço para debates inusitados. Enquanto alguns internautas consideraram a ideia genial, outros brincaram dizendo que agora será possível até “tomar multa por andar devagar”.

A comparação mais comum foi com as escadas rolantes em metrôs e aeroportos, onde tradicionalmente existe o lado de quem fica parado e o lado de quem deseja subir rapidamente. A diferença é que agora o conceito foi levado para as ruas.

A discussão, porém, vai além do humor. Especialistas em urbanismo afirmam que o projeto revela um comportamento típico das grandes cidades modernas: a tentativa de adaptar o espaço urbano ao ritmo real das pessoas.

Na Coreia do Sul, conhecida pelo alto nível de produtividade e pela cultura acelerada de trabalho, o trânsito de pedestres também virou um reflexo da rotina intensa da população. Em horários de pico, caminhadas lentas podem literalmente causar congestionamentos humanos.

Além disso, o país já ficou conhecido mundialmente por testar soluções urbanas tecnológicas e comportamentais bastante diferentes. Entre elas estão semáforos instalados no chão para quem anda olhando o celular, sistemas inteligentes de trânsito e plataformas digitais integradas para transporte público.

Nas redes sociais, a proposta gerou identificação imediata. Muitos usuários relataram irritação ao ficar presos atrás de grupos caminhando lentamente em locais movimentados, enquanto outros criticaram a ideia por enxergarem nela mais um sinal da pressa excessiva da vida moderna.

No fim das contas, a pergunta que ficou é quase filosófica: até o jeito de andar virou questão de organização urbana?

Se depender da Coreia do Sul, aparentemente sim.

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