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Como produzir alimentos diante da crise climática? Campo Grande recebe debate no Agroecol 2026

por admin | nov 6, 2026 | Geral

Com abertura oficial nesta quinta-feira (5), no Teatro Glauce Rocha, encontro reúne pesquisadores, agricultores e povos tradicionais para discutir produção sustentável e segurança alimentar.

Produzir alimentos, preservar os recursos naturais e enfrentar os desafios de um clima em transformação. Essa combinação está no centro do Agroecol 2026, que realiza sua abertura oficial nesta quinta-feira, 5 de novembro, no Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. A programação noturna começa às 18h30, com recepção e degustação de produtos típicos do Pantanal e do Cerrado.

Com o tema “Ciência, Movimento e Prática: como superar a crise climática?”, o encontro aproxima pesquisadores, agricultores familiares, estudantes, extensionistas, gestores públicos e representantes de movimentos sociais. A proposta é compartilhar experiências e discutir alternativas para fortalecer a produção de alimentos diante dos desafios ambientais.

Embora a solenidade de abertura ocorra nesta quinta-feira, as atividades do Agroecol começaram na quarta-feira (4) e seguem até sábado (7). A agenda reúne seminários, mesas-redondas, oficinas, apresentações de trabalhos científicos, atividades culturais, feira e visitas técnicas.

Da produção no campo à alimentação nas cidades

O debate sobre agroecologia envolve questões que chegam à rotina da população: a conservação da água e do solo, a diversidade de alimentos disponíveis e as condições de trabalho e renda de quem produz.

A abordagem integra conhecimentos científicos, práticas agrícolas e saberes tradicionais. Entre as estratégias destacadas estão os sistemas agroflorestais, a conservação de sementes, a recuperação dos solos e a diversificação da produção.

Ao combinar conservação ambiental e produção de alimentos, essas práticas buscam tornar os sistemas produtivos mais preparados para lidar com alterações do clima. Também contribuem para o fortalecimento da agricultura familiar e da segurança alimentar.

No Agroecol, esses temas serão discutidos a partir de experiências de pesquisa, extensão rural e atuação nos territórios, com participação de instituições públicas, produtores e organizações da sociedade civil.

Abertura terá sabores regionais e Hino Nacional em Terena

A recepção, marcada para as 18h30, terá degustação de produtos típicos do Pantanal e do Cerrado, valorizando ingredientes e conhecimentos ligados aos dois biomas.

Às 19h, está prevista a solenidade oficial, com representantes das instituições realizadoras, apoiadoras e de instâncias do governo.

Um dos momentos culturais será a execução do Hino Nacional em língua Terena pela artista Dinny, Ariadnny Antônio Cebalio. A apresentação integra uma programação que também coloca em evidência a presença dos povos originários e a valorização dos conhecimentos tradicionais.

Conferência vai discutir 47 anos de trajetória da agroecologia

Às 20h, o professor doutor Alberto Feiden, da Embrapa Pantanal e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), ministrará a Conferência Magna “Da Agricultura Alternativa à Agroecologia, 47 anos de avanços e retrocessos”.

A mediação será conduzida pelo pesquisador doutor Milton Parron Padovan, da Embrapa Agropecuária Oeste.

A conferência propõe uma análise da trajetória da agroecologia, incluindo conquistas, dificuldades e desafios para ampliar sua contribuição diante da crise climática. O encontro busca aproximar essa discussão das necessidades de quem trabalha no campo e das instituições responsáveis por pesquisa, assistência técnica e políticas públicas.

Oficinas, feira e atividades práticas integram a programação

Ao longo do evento, os participantes terão acesso a discussões sobre sistemas agroflorestais, conservação e restauração ambiental, agricultura urbana e periurbana, apicultura e meliponicultura — criação de abelhas sem ferrão.

A programação também contempla povos originários, educação do campo, conhecimentos tradicionais e formas de produção e comercialização de produtos agroecológicos.

A Feira da Sociobiodiversidade e da Agricultura Familiar, prevista de 4 a 6 de novembro, reúne exposição e comercialização de produtos locais. O espaço aproxima produtores e consumidores e amplia a visibilidade de iniciativas relacionadas à agricultura familiar e à economia solidária.

Na sexta-feira (6), estão previstas oficinas, apresentações de trabalhos e debates sobre povos originários e agricultura urbana. O sábado (7) será dedicado a visitas técnicas e vivências, conectando os assuntos discutidos no encontro a experiências práticas.

Integração entre universidades, pesquisa e extensão rural

O Agroecol 2026 é realizado pela UFMS, pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e pela Embrapa Agropecuária Oeste.

A promoção é da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), com participação dos Núcleos de Estudos em Agroecologia de Mato Grosso do Sul, instituições parceiras, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

A proposta é fortalecer a troca entre ciência, práticas produtivas e conhecimentos das comunidades, contribuindo para a construção de alternativas sustentáveis para a produção de alimentos.

Informações — Abertura oficial do Agroecol 2026

  • Data: quinta-feira, 5 de novembro de 2026.
  • Recepção e degustação: 18h30.
  • Solenidade oficial: 19h.
  • Conferência Magna: 20h.
  • Local: Teatro Glauce Rocha, na UFMS, em Campo Grande.
  • Tema: “Ciência, Movimento e Prática: como superar a crise climática?”
  • Período do evento: de 4 a 7 de novembro.
  • Informações: Instagram @agroecol2026.

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