A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o uso da toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, para tratamentos estéticos na região do pescoço. A novidade tem chamado a atenção de profissionais da área e de pacientes que buscam alternativas menos invasivas para suavizar os sinais do envelhecimento e melhorar o contorno facial.
O procedimento, conhecido como “efeito Nefertiti”, recebeu esse nome em referência à rainha egípcia Nefertiti, famosa por seu pescoço alongado e pela linha mandibular bem definida. A técnica consiste na aplicação da toxina botulínica em pontos específicos da musculatura cervical, especialmente no músculo platisma, responsável por exercer tração para baixo na região inferior do rosto.
Segundo a dentista especialista em harmonização orofacial Carolina Prata, o tratamento atua em uma área estratégica que influencia diretamente a aparência facial.
“Quando pensamos em botox, muitas pessoas focam apenas na testa ou nas rugas ao redor dos olhos. Porém, o pescoço tem papel fundamental na sustentação visual do rosto. Ao tratarmos essa musculatura, conseguimos promover um resultado mais harmônico, suavizando os sinais do envelhecimento e melhorando o contorno facial”, explica.
Como funciona o “efeito Nefertiti”?
Com o passar dos anos, a ação da gravidade, associada à perda natural de colágeno e elasticidade da pele, favorece a queda dos tecidos faciais. O músculo platisma pode intensificar esse processo, contribuindo para a perda da definição da mandíbula e do pescoço.
Ao relaxar parcialmente esse músculo com a aplicação da toxina botulínica, é possível reduzir a tração descendente da face, proporcionando um aspecto mais firme e um contorno mandibular mais evidente.
O resultado costuma ser percebido gradualmente após a aplicação, com duração média semelhante à do botox utilizado em outras regiões da face.
Crescimento da procura
A popularidade do procedimento aumentou nos últimos meses após influenciadoras e celebridades compartilharem suas experiências nas redes sociais. Entre elas está a modelo Yasmin Brunet, que revelou ter realizado o tratamento.
O aumento da visibilidade despertou o interesse de pessoas que procuram alternativas estéticas sem cirurgia para combater os efeitos do envelhecimento.
Nem todos são candidatos
Apesar da crescente procura, especialistas alertam que o procedimento não é indicado para todos os pacientes.
A avaliação individual é essencial para identificar se a perda do contorno facial está relacionada à atuação do músculo platisma ou a outros fatores, como excesso de pele, flacidez avançada ou alterações estruturais que exigem abordagens diferentes.
Cada caso deve ser analisado de forma personalizada para determinar se o “efeito Nefertiti” pode realmente oferecer benefícios estéticos.
Segurança exige profissional habilitado
Embora seja considerado minimamente invasivo, o tratamento exige conhecimento técnico e domínio da anatomia facial e cervical.
A aplicação inadequada da toxina botulínica pode comprometer os resultados e aumentar o risco de efeitos indesejados. Por isso, especialistas reforçam a importância de procurar profissionais devidamente habilitados e capacitados para realizar o procedimento.
Com a aprovação da Anvisa, a tendência é que o “efeito Nefertiti” ganhe ainda mais espaço entre os tratamentos estéticos voltados ao rejuvenescimento facial e à valorização do contorno do rosto.


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