Com mecanismo que simula a rolagem da tela, trabalho de Eloá Gabrieli surpreendeu o professor e ultrapassou 1,4 milhão de visualizações
Uma atividade escolar desenvolvida em Campo Grande ultrapassou os muros da sala de aula e conquistou as redes sociais. Aos 13 anos, Eloá Gabrieli de Souza, estudante do 9º ano da Escola Municipal Doutor Plínio Barbosa Martins, transformou papelão, pesquisa e criatividade em um “celular” interativo com uma página fictícia de Leonardo da Vinci no Instagram.
O trabalho foi produzido durante as aulas do professor de Artes Lantieri de Souza Jovino. A proposta inicial era que os estudantes pesquisassem um artista estudado em sala e imaginassem como seria o perfil dele em uma rede social, reunindo informações biográficas, imagens e obras importantes.
Para orientar as cinco turmas participantes, o professor preparou um modelo de papelão mostrando como a atividade poderia ser realizada. Eloá, no entanto, decidiu ir além da referência apresentada.
Um celular com “tela” que se movimenta
A estudante escolheu Leonardo da Vinci, um dos maiores nomes do Renascimento, e construiu uma estrutura inspirada em um iPhone. Ao virar o objeto, é possível encontrar uma reprodução do perfil que o artista italiano poderia ter no Instagram.
O diferencial está no mecanismo desenvolvido para simular a rolagem da tela. Ao puxar uma faixa de papelão, novas imagens e informações aparecem, criando uma experiência semelhante à navegação em um celular verdadeiro.
A criatividade chamou a atenção do professor, que gravou um vídeo comparando o modelo que havia preparado com a versão apresentada pela aluna. A publicação viralizou e ultrapassou a marca de 1,4 milhão de visualizações, conforme levantamento divulgado em 4 de setembro. O alcance pode ser ainda maior, uma vez que o conteúdo continua circulando nas redes sociais.
Trabalho teve participação da família
Eloá realizou a atividade individualmente depois de não se adaptar ao grupo formado inicialmente. Durante a criação, contou com a colaboração da mãe, Lucimar Aparecida de Souza.
A família utilizou materiais recicláveis e buscou deixar o projeto mais visual, tátil e interativo. O resultado foi uma peça que não apenas apresenta informações sobre Leonardo da Vinci, mas também reproduz elementos familiares ao cotidiano digital dos adolescentes.
Ideia aproximou História da Arte dos estudantes
A proposta do professor Lantieri foi inspirada em uma atividade semelhante da área de Literatura, na qual estudantes criavam perfis de escritores brasileiros, como Machado de Assis e Cecília Meireles.
O educador adaptou o conceito para as aulas de Artes. Além de pesquisar artistas e suas principais obras, os alunos tiveram o desafio de imaginar como essas personalidades se apresentariam nas redes sociais.
A iniciativa conseguiu aproximar a História da Arte da linguagem utilizada pelas novas gerações. Também estimulou pesquisa, interpretação, criatividade, trabalho manual e consciência sobre o reaproveitamento de materiais.
Criatividade que ganhou o Brasil
O sucesso do projeto mostra que atividades realizadas com materiais simples podem despertar o interesse dos estudantes e gerar experiências significativas de aprendizagem.
Mais do que reproduzir o conteúdo apresentado pelo professor, Eloá desenvolveu uma solução própria e transformou a tarefa em um objeto interativo. A estudante provou que, quando os alunos recebem espaço para criar, uma caixa de papelão pode se transformar em tecnologia, arte e inspiração.
A história também destaca o papel dos professores que procuram novas maneiras de ensinar. Ao conectar Leonardo da Vinci ao Instagram, Lantieri levou um personagem histórico para uma linguagem próxima dos adolescentes — e acabou revelando um talento que conquistou mais de um milhão de pessoas.
Fontes: Campo Grande News, TV Morena, StarMídia News, Diário do Centro do Mundo e publicações nas redes sociais.



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