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“Zé Gotinha” é preso suspeito de vender cocaína durante plantões em hospital de MS

por admin | ago 13, 2026 | Geral

Conhecido como “Zé Gotinha”, investigado também é apontado pela Polícia Civil como possível integrante do Comando Vermelho e suspeito de monitorar alvos de facção rival

Um segurança que prestava serviços na Santa Casa de Cassilândia, município localizado na região do Bolsão de Mato Grosso do Sul, foi preso em flagrante suspeito de vender cocaína durante os plantões na unidade hospitalar. Conhecido pelo apelido de “Zé Gotinha”, o homem também é investigado por supostamente integrar o Comando Vermelho e atuar como “olheiro” da organização criminosa.

A prisão foi realizada pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil durante o expediente do suspeito, na tarde de quinta-feira (6). Conforme as informações registradas no boletim de ocorrência, os policiais localizaram pinos contendo cocaína entre os pertences do investigado. As porções já estariam preparadas para comercialização.

Segundo a investigação, o suspeito teria utilizado a rotina de trabalho no hospital para realizar entregas do entorpecente. Em depoimento, ele teria admitido pelo menos duas entregas de drogas nas dependências da Santa Casa. Nas demais ocasiões, os pontos de encontro seriam definidos por outro envolvido, que enviava fotografias dos locais onde a entrega deveria acontecer.

Buscas encontraram munições e materiais para drogas

Depois da abordagem no hospital, os policiais realizaram buscas na residência do segurança. No imóvel, foram encontrados outros recipientes plásticos, entorpecentes, materiais para embalagem, uma balança de precisão e cadernos com anotações relacionadas à dosagem e à preparação das substâncias.

A equipe também apreendeu cartuchos intactos de calibre .38 SPL, que estariam guardados junto aos equipamentos de trabalho do investigado. Capacetes de motociclista com viseiras escuras também foram recolhidos durante a diligência.

As quantidades exatas de cocaína e munições apreendidas não foram divulgadas pelas fontes consultadas.

Suspeita de atuação como “olheiro”

Além da investigação por tráfico de drogas, a Polícia Civil apura a suposta ligação do segurança com o Comando Vermelho. Ele teria atuado no levantamento de informações sobre a rotina de um possível alvo de integrantes da facção.

Em uma das situações investigadas, o homem teria ido de bicicleta até um posto de combustíveis para confirmar a localização da vítima. A informação teria sido repassada a outros integrantes do grupo, responsáveis por uma possível tentativa de homicídio.

Menos de uma hora depois, dois suspeitos teriam comparecido ao endereço procurando pelo alvo, que já havia deixado o local. A polícia investiga o episódio dentro do contexto da disputa entre o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) pelo controle do tráfico de drogas na região do Bolsão.

O investigado teria informado ainda que recebia os entorpecentes de outro homem conhecido no meio policial e proprietário de uma picape Volkswagen Saveiro branca. Essa informação deverá ser aprofundada pela Polícia Civil para tentar identificar outros possíveis participantes do esquema.

Prisão preventiva

O segurança foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, posse irregular de munição de uso permitido e integração a organização criminosa.

Durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (7), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. Dessa forma, o investigado continuará preso enquanto avançam as apurações e permanece à disposição da Justiça de Cassilândia.

A Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia informou que o suspeito não possuía vínculo empregatício direto com o hospital. Ele trabalhava na unidade por meio de uma empresa terceirizada.

O caso continua sob investigação. A suposta participação do homem em uma organização criminosa e os demais fatos atribuídos a ele ainda deverão ser analisados pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, sendo assegurados o contraditório e a ampla defesa.

Fontes: boletim de ocorrência citado pela imprensa; SIG da Polícia Civil; Campo Grande News; Midiamax; HC Notícias; posicionamento da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia.

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