Temporal atingiu a cidade nas primeiras horas desta quinta-feira (30), com 42,8 milímetros de chuva e rajadas de vento de até 53,5 km/h; motoristas enfrentam vias tomadas pela água
Campo Grande voltou a amanhecer sob o impacto da chuva forte nesta quinta-feira (30). O temporal que atinge a Capital desde as primeiras horas do dia provocou alagamentos, complicou o trânsito e fez um dos pontos mais conhecidos pelos problemas durante grandes volumes de precipitação voltar a transbordar: o Córrego Prosa.
Nas primeiras horas da manhã, Campo Grande já havia registrado 42,8 milímetros de chuva, acompanhados de ventos de até 53,5 km/h. A intensidade da precipitação rapidamente elevou o nível dos córregos e transformou trechos de ruas e avenidas em pontos de risco para quem precisava sair de casa.
Córrego Prosa transborda
A situação chamou atenção na região das avenidas Ricardo Brandão e Fernando Corrêa da Costa, por onde passa o Córrego Prosa.
Às 7h51, uma equipe do Jornal Midiamax registrou o canal com um grande volume de água, já próximo do limite de sua estrutura. Poucos minutos depois, uma nova imagem feita do alto de um prédio, no cruzamento da Avenida Ricardo Brandão com a Rua Bahia, mostrou que o córrego havia transbordado.
A água avançou sobre a marginal, enquanto veículos ainda circulavam pelo trecho tomado pela enxurrada.
O cenário é conhecido pelos campo-grandenses. Em períodos de chuva intensa, o aumento rápido do volume do Prosa pode provocar transbordamentos e comprometer algumas das principais vias da região central da cidade.
Nesta quinta-feira, o problema voltou a se repetir e evidenciou, mais uma vez, a vulnerabilidade de determinados pontos da Capital diante de temporais concentrados em poucas horas.
Trânsito exige atenção redobrada
Com a água avançando sobre as pistas, a orientação é para que motoristas e motociclistas evitem os trechos alagados e busquem rotas alternativas.
Caso não seja possível desviar, a recomendação é não tentar atravessar quando o nível da água ultrapassar metade da roda do veículo. Além do risco de pane mecânica, enxurradas podem deslocar automóveis, esconder buracos e outros obstáculos e transformar uma tentativa de passagem em uma situação de emergência.
Para motociclistas e pedestres, o perigo é ainda maior diante da correnteza e de estruturas que podem ficar escondidas sob a água.
Equipes estão em alerta
Diante do temporal, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que mantém equipes mobilizadas para responder às ocorrências provocadas pela chuva.
Em nota, a pasta afirmou que “todas as equipes estão em alerta, em contato direto com a GCM [Guarda Civil Metropolitana] e a Defesa Civil, para atendimento de qualquer emergencialidade”.
A mobilização ocorre enquanto diferentes regiões da cidade enfrentam os efeitos do grande volume de água registrado em curto período.
Chuva volta a expor pontos críticos da Capital
O transbordamento do Córrego Prosa reacende uma situação conhecida em Campo Grande: basta a chuva ganhar intensidade para determinados corredores viários entrarem novamente no radar dos alagamentos.
Além do impacto imediato no trânsito, temporais dessa intensidade aumentam o risco de quedas de árvores e galhos, enxurradas, danos ao pavimento, interrupções no fornecimento de energia e invasão da água em imóveis localizados nos pontos mais vulneráveis.
Com 42,8 mm acumulados já nas primeiras horas do dia, Campo Grande começou esta quinta-feira enfrentando um cenário de atenção.
Para quem precisa circular pela cidade, a recomendação é evitar áreas inundadas e acompanhar as condições das vias antes de iniciar o deslocamento. Em situações de alagamento, alguns minutos esperando a água baixar ou a escolha de uma rota alternativa podem evitar que o motorista fique preso no meio da enxurrada.
O temporal desta quinta-feira volta a colocar no centro do debate a capacidade da infraestrutura urbana de Campo Grande de suportar episódios de chuva intensa e, principalmente, os problemas recorrentes em regiões que historicamente sofrem com alagamentos.
Foto: Weslei Gonçalves/Fala Povo


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