CDL recebeu mais de 380 chamados de empresários; falta de energia, perda de mercadorias e danos a equipamentos estão entre os principais impactos
O temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) provocou um prejuízo estimado em mais de R$ 25 milhões ao comércio e ao setor de serviços da Capital. O levantamento foi divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), que recebeu mais de 380 chamados de empresários afetados pela tempestade.
Os relatos incluem estabelecimentos obrigados a suspender o atendimento, mercadorias perecíveis descartadas, equipamentos danificados e despesas emergenciais para tentar manter as atividades ou recuperar os espaços atingidos.
A interrupção prolongada no fornecimento de energia elétrica aparece entre as principais causas dos prejuízos. Em diferentes regiões da cidade, árvores e galhos caíram sobre a rede de distribuição, enquanto as rajadas de vento danificaram estruturas e dificultaram o restabelecimento do serviço.
Alimentos perdidos e portas fechadas
Supermercados, restaurantes, padarias, açougues e outros estabelecimentos que dependem de refrigeração ficaram entre os mais vulneráveis. Sem energia, câmaras frias, freezers, geladeiras e outros equipamentos deixaram de funcionar, colocando estoques inteiros em risco.
Produtos como carnes, laticínios, congelados, bebidas e alimentos preparados podem se tornar impróprios para o consumo quando permanecem por longos períodos fora da temperatura adequada.
Além da perda de mercadorias, empresários enfrentaram redução no faturamento, cancelamento de pedidos e dificuldades para atender os clientes. Em alguns casos, foi necessário adquirir gelo, alugar geradores ou transferir produtos para outros locais.
Também foram relatados danos a computadores, sistemas de segurança, aparelhos de climatização e equipamentos utilizados na produção e no atendimento ao público.
Mais de 380 chamados
Desde a sexta-feira, a CDL Campo Grande passou a reunir as demandas apresentadas pelos comerciantes e encaminhar os dados das unidades consumidoras à Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em Mato Grosso do Sul.
Segundo a entidade, o trabalho foi realizado em conjunto com a distribuidora, diante da dimensão dos estragos e do número de empresas que aguardavam o restabelecimento do serviço.
O balanço da CDL considera os impactos registrados no comércio e no setor de serviços após a tempestade. Como ainda podem existir empresários contabilizando perdas, o prejuízo total poderá aumentar.
Ventos ultrapassaram 85 km/h
A tempestade que atingiu Campo Grande foi acompanhada por fortes rajadas de vento, que ultrapassaram os 85 km/h. Árvores foram arrancadas ou tiveram galhos quebrados em diferentes regiões, atingindo veículos, imóveis, vias públicas e a rede elétrica.
Os estragos também causaram bloqueios no trânsito e deixaram moradores e comerciantes de vários bairros sem energia por mais de quatro dias. A demora na normalização do serviço ampliou os prejuízos, principalmente para as atividades que dependem diretamente de refrigeração, máquinas e sistemas eletrônicos.
CDL cobra ações preventivas
Diante dos impactos, a CDL defende medidas preventivas relacionadas à arborização urbana, especialmente nas regiões que concentram estabelecimentos comerciais.
A adoção de podas técnicas, o monitoramento de árvores que apresentam risco de queda e o planejamento das espécies plantadas próximas à rede elétrica são apontados como medidas capazes de reduzir os danos provocados por novos eventos climáticos severos.
O prejuízo superior a R$ 25 milhões demonstra que os efeitos de uma tempestade vão além dos estragos visíveis nas ruas. Para empresários que perderam estoque, equipamentos e dias de funcionamento, a recuperação poderá levar semanas ou até meses.



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