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Agetran corrige sinalização e devolve faixa exclusiva a taxistas

por | abr 17, 2023 | Trânsito

Após prejudicar brevemente os taxistas que levam passageiros do aeroporto para as mais diversas regiões de Campo Grande, a sinalização da faixa exclusiva da Avenida Duque de Caxias foi corrigida, e a palavra “táxi” incluída – e espremida, em alguns casos -, garantindo maior fluidez da via e agilidade dos serviços.

“Deu certo, no outro dia os caras botaram e mudaram lá a placa. Garantiu e foi uma boa vocês terem comentado, que no outro dia estava lá o caminhão com os caras escrevendo”, comenta Armindo Moreira dos Santos, de 67 anos.

Taxista há mais de quatro décadas, foi protagonista do primeiro material, veiculado pelo Correio do Estado, que evidenciava o erro por parte da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que gerou multa para alguns motoristas.

Alegando inicialmente o prejuízo que a “exclusão” do corredor da direita traria à classe, a feição do taxista há 44 anos, na manhã desta segunda-feira (17), era de alívio, revelando a velocidade da resolução após o assunto ser abordado.

“Adesivaram a placa no mesmo dia e dá um alívio. Nós não trabalhávamos aqui, porque não tinha jeito de andar. Não somente para nós, mas para todos os taxistas foi bom isso aqui”, afirmou.

Além dele, Abadio de Oliveira Jr. (55), que trabalha como motorista há 27 anos, disse que agora as coisas estão uma “beleza pura”.

“Agora resolveu e deu uma melhorada boa, botaram o negócio de novo na placa. Quando era quinta-feira já estava resolvido”.

Ele evidencia a melhoria, dizendo o quanto havia ficado ruim trabalhar enquanto estavam “proibidos” de transitar pela direita, inclusive pelo risco de levar uma multa.

“Também as pessoas multadas, nesse tempo aí [que ficou sem a devida indicação dos táxis], disse que ia poder recorrer. Resolveu e muito, porque aí você anda sem aquela preocupação, e tá garantido o corre de buscar item de passageiro também”, completa o taxista.

Por cerca de 20 dias, a sinalização da faixa exclusiva da Avenida Duque de Caxias ficou sem a categoria dos “táxis” incluída na lista de permissão.

Enquanto os ônibus; veículos de emergência e as exceções para aqueles motoristas que usam a faixa para adentrar aos bairros ou atacadistas da região, taxistas passaram a relatar o recebimento de multas na carteira digital por transitarem à direita da via.

Atualmente, a falta de padrão das sinalizações é o que se destaca, com a vírgula seguida da palavra “táxi” acrescentada “da forma que deu”, com tamanho de fonte claramente diferente das demais, além da própria posição do termo, que oscila entre as segundas e terceiras linhas das placas pela extensão da Duque.

Contatada para entender o problema, posteriormente a Agetran explicou que a faixa da direita da Duque é voltada “para o transporte coletivo, veículos de emergência e também para os táxis”.

Com isso, fez questão de pontuar não só que os táxis podiam, sim, continuar trafegando pela direta, como também que os multados poderiam recorrer às penalidades sofridas.

Por fim, a Agência frisa que a permissão para trafegar pela direita não abrange aos transportes por aplicativo (uber, 99, InDrive, etc.),

Exclusividade questionável

Conforme as diretrizes da Mobilidade Urbana, o transporte coletivo tem preferência sobre o individual.

“Sendo assim, é importante que haja uma faixa exclusiva para haver melhoria na velocidade média do transporte, bem como o tempo de viagem”, expõe.

Entretanto, diante das poucas linhas de ônibus que, de fato, trafegam pela direita no trecho entre o aeroporto e início da Avenida Afonso Pena, a população que passa pelo local acha “excessiva” essa proibição para os demais veículos.

Leonardo Miotti tem 43 anos e, trabalhando como motorista de aplicativo e carona amiga, usa a Duque de Caxias com frequência, pela faixa da direita, inclusive, durante a entrevista.

“Acho que deveria abrir, pelo fluxo de gente e movimento aqui. O horário de pico aqui é horrível, a solução seria abrir mesmo”, comenta ele.

Trafegando pela Duque de Caxias, não é difícil notar o desrespeito dos motoristas em geral, que insistem em transitar pela faixa da direita, apesar da exclusividade clara para emergenciais, para além do acesso aos comércios e conversões.

Outro trabalhador que cruza com frequência a Duque é o motociclista Jhonathan, de 27 anos, que, assumindo usar essa preferencial em momentos de pressa, prefere nem passar pelo trecho nos horários considerados de maior fluxo.

“Horário de pico é bem ruim, já nem passo aqui e evito mesmo. Deveria abrir mais a faixa [da direita], a gente tem medo, mas, de vez em quando usa, porque não dá… na hora do aperto”, confessa.

Já o morador da região, Paulo Leite, de 73 anos, alega que o horário de pico é realmente complicado, porém, acredita que a mudança no trânsito parte do indivíduo.

“Puts, é fod*. Mas é só o povo respeitar o trânsito que fica legal, porque todo mundo enche a faixa de ônibus ali. Não tem que abrir mais nada, é só o povo aprender a dirigir”, revela.

Por fim, o motociclista Kelvin, de 29 anos, também usa com frequência a Duque de caxias para se locomover até o trabalho e reforça o coro pelo fim da faixa exclusiva

“Seria melhor se abrisse para os outros motoristas. Das 05h até 08h é o horário de pico aqui, e é muito ruim para passar”, finaliza ele.

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