Uma força-tarefa criada nos Estados Unidos para reforçar a proteção de crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo de 2026 localizou 35 menores que estavam desaparecidos e eram considerados casos de alto risco. A ação, batizada de “Operation Yellow Card”, foi coordenada pelo serviço federal de marechais dos EUA, o U.S. Marshals Service, em parceria com órgãos estaduais e municipais de Massachusetts.
Segundo as autoridades, as crianças e adolescentes tinham entre 5 e 17 anos e estavam expostos a situações de vulnerabilidade, incluindo risco de exploração sexual, tráfico humano, violência e abusos. Todos foram encontrados vivos e receberam encaminhamento para familiares ou serviços de proteção especializados.
A operação começou em abril de 2026 e deve continuar durante todo o período do Mundial. O objetivo é antecipar ameaças que costumam surgir em grandes eventos internacionais, quando há aumento da circulação de pessoas e, consequentemente, maior risco de atuação de redes criminosas voltadas à exploração de menores.
Além do resgate das crianças, a operação já abriu diversas investigações envolvendo suspeitas de sequestro, tráfico humano e outros crimes relacionados à exploração infantil. Algumas das vítimas foram encontradas fora de Massachusetts, em estados como Geórgia e Texas.
De acordo com Dennis Matulewicz, chefe interino do U.S. Marshals Service em Massachusetts, grandes eventos internacionais historicamente aumentam o risco de exploração de pessoas vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes. Por isso, as autoridades decidiram agir antes mesmo do início da competição.
O caso também reacende um debate global sobre os riscos invisíveis que acompanham megaeventos esportivos. Embora a Copa do Mundo seja celebrada pelo impacto econômico e turístico, especialistas alertam que o aumento do fluxo de visitantes pode ser explorado por organizações criminosas envolvidas em tráfico humano e exploração sexual.





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