O Paraguai iniciou uma mudança importante em sua política migratória que pode impactar diretamente brasileiros interessados em obter residência, abrir empresas ou transferir suas operações para o país. A Direção Nacional de Migrações publicou a Resolução DNM nº 407/2026, que unifica os critérios de comprovação de solvência econômica para pedidos de residência permanente e estabelece mecanismos mais rigorosos de verificação financeira.
Na prática, a medida reduz uma brecha utilizada por alguns estrangeiros que conseguiam apresentar apenas um RUC (Registro Único do Contribuinte) recém-criado como forma de demonstrar capacidade financeira. Agora, a comprovação precisa estar baseada em renda efetiva, documentada, rastreável e passível de verificação pelas autoridades migratórias paraguaias.
O que mudou?
Segundo a resolução, a comprovação de solvência econômica passa a seguir critérios padronizados e mais rigorosos. O objetivo é fortalecer os controles migratórios, aumentar a transparência e garantir que os solicitantes possuam meios reais de subsistência no país.
Especialistas em mobilidade internacional avaliam que a medida acompanha um movimento observado em diversos países que recebem grandes volumes de investidores e novos residentes. À medida que a demanda cresce, os governos tendem a ampliar os mecanismos de fiscalização para evitar fraudes e melhorar a qualidade das informações apresentadas pelos imigrantes.
Paraguai vive explosão na procura por residências
Os números ajudam a explicar o endurecimento das regras. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o Paraguai recebeu mais de 18 mil pedidos de residência, um crescimento de 85% em relação ao mesmo período de 2025. O volume representa quase 40% de todas as solicitações registradas durante o ano anterior.
O aumento da procura tem sido impulsionado por fatores como:
- Tributação empresarial considerada competitiva;
- Imposto de renda com alíquotas reduzidas em comparação a diversos países da região;
- Ausência de imposto sobre herança;
- Energia elétrica de baixo custo, graças à produção hidrelétrica;
- Ambiente favorável para investimentos e internacionalização de negócios.
Tendência é de maior fiscalização
Embora a residência paraguaia continue acessível em comparação com outros destinos internacionais, especialistas apontam que o país está migrando para um modelo mais semelhante ao adotado por nações que buscam atrair investimentos qualificados e residentes com efetiva capacidade econômica.
A expectativa é que futuras atualizações tragam controles ainda mais robustos sobre origem de recursos, atividade econômica e permanência efetiva no território paraguaio.
Para quem pretende estabelecer residência ou negócios no Paraguai, o cenário atual ainda é considerado favorável, mas a tendência é que os requisitos se tornem gradualmente mais exigentes nos próximos anos.





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